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innersmile
Há muito tempo que tinha a ideia de vender os discos de vinil, os meus e os dos meus pais. Havia alguns que queria guardar, não tanto pelos discos e mais pelas capas, tive até a ideia de fazer quadros com as capas dos meus vinis favoritos e decorar uma parede cá de casa só com essas capas.

Ontem comecei oficialmente a desmantelar a casa dos meus pais, a tentar inventariar o que lá há, separar o que vale a pena guardar daquilo que é para dar, ou mesmo para deitar fora. Os discos de vinil, LP’s e singles foram os primeiros a ir: encontrei o contacto de um tipo que compra discos em vinil, ele foi lá a casa e levou duas ou três centenas de discos por oitenta euros. Foram todos, assim foi mais fácil, mas já me lembrei de quatro de que me arrependi de não ter guardado.

Oitenta euros!, foi o que valeram umas décadas valentes de música, que sempre se ouviu em casa do meus pais, desde sempre, desde que me lembro. Mesmo nos meus anos de rebeldia adolescente nunca houve aquele generation gap de gostos musicais tão frequente e característico. Sempre se ouviu e gostou de música, de todo o tipo de música. A música sempre foi um lugar onde nos encontrámos; e até há bem pouco tempo alguns dos discos de vinil foram tocados na velha aparelhagem que funciona há perto de cinquenta anos.

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já deste esse passo?
eu ainda não consegui. gavetas e gavetas de crochet. trouxe algumas rendas e tentei colocar pela casa, vá, no quarto, mas desisti. mas não tenho coragem de me desfazer delas, que me recordo de tanta coisa, como tu da tua música.
a ideia das molduras é boa, muito boa. posso adaptar aos naperons. são obras de arte muito belas, isso são.

tem que ser. a casa é alugada, vou ter de a entregar ao senhorio, e quanto mais tarde pior. mas é muito difícil.

Desmantelar uma casa é uma tarefa árdua duplamente: pelo trabalho que dá e pelas recordações que traz.
Eu fui poupado a isso; a minha Mãe, ao mudar-se para casa de uma das minhas irmãs, desmantelou ela a sua casa, dando aos filhos o que ela quis e principalmente o que nós quisemos...
Eu fiquei com muito pouca coisa, pois não tenho espaço para nada, ou quase nada, mas não fiquei aborrecido, antes pelo contrário - apenas exigi todas as pequenas coisas que tinham sido oferecidas por mim...
Quanto a discos, eu tinha uma boa colecção, e arranjei uma forma super divertida de me desfazer dela - convoquei (já há anos) parte da família e alguns amigos e procedi a um leilão. Foi uma noite fabulosa!

se eu tivesse tempo e disponibilidade, vendia-os um a um no OLx, mas asssim já fiquei despachado

Ainda andam por aqui discos de vinil.

Tal como vocês, tenho imensa dificuldade em "desfazer-me" de objectos antigos, ainda que não sejam meus. Vou guardando e guardando... Valha-me a arrecadação da avó, onde ponho a tralha toda de tempos a tempos.

é muito difícil, Mark. as coisas que são minhas, essas não me custa tanto perdê-las (como acontece com as coisas que o gato destrói eheh), mas objectos que têm história, que carregam memórias e lembranças, sobretudo de outras pessoas, essas é muito difícil perdê-las, é uma dor.

Venda de vinis...

(Anonymous)
Bem, desculpa que te diga, mas não foste muito inteligente...
Basta fazer uma pesquisa no google, para veres que valiam muito mais...

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