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big eyes, zambujo, fahreinheit 451
rosas
innersmile
Actualizações, desde a última vez que aqui escrevi.

Fui ver o Big Eyes, do Tim Burton. O filme tem sido massacrado pela crítica, aliás como tem acontecido com os outros filmes mais recentes do realizador. A propósito deste Big Eyes, li mesmo num jornal português um texto em que se afirmava que Burton nunca mais vai fazer um filme interessante!
Eu gostei bastante do filme. Não será uma obra-prima, mas, lá está, não se pode exigir a um criador que faça apenas obras perfeitas, tal como não se pode exigir de um crítico que acerte sempre. A mim, o filme fez-me muito lembrar o Edward Scissorhands, talvez pelo ar de subúrbio vintage, ou se calhar porque a extraordinária Amy Adams consegue dar à sua personagem o mesmo tipo de ingenuidade e perplexidade, que é ao mesmo tempo um catalizador das nossas emoções mas também um desafio à nossa conformidade com a norma social.

Fui assistir a mais um concerto de António Zambujo, o terceiro, se não estou em erro, e, pela segunda vez, a solo, com a guitarra, no auditório do conservatório de Coimbra. Eu adoro o Zambujo, a sua voz e sobretudo aquilo que ele é capaz de fazer com as canções, trazendo-as para um espaço simultaneamente íntimo e festivo. Neste concerto, as canções foram agrupadas por afinidades afectivas: o Alentejo, as bossinhas, o fado, e também, claro, os grandes êxitos do cantor.
Fui assistir ao concerto em condições emocionais muito difíceis, e talvez por isso, embora me tenha sentido tranquilo e apaziguado, houve uma parte de mim que ficou reservada, sem aderir. Gosto quando estou num concerto e me perco completamente, sem dar pelo tempo a passar e sem vontade de que aquilo chegue ao fim.

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Entretanto terminei a leitura de Fahrenheit 451, o clássico de Ray Badbury que eu conhecia há muitos anos pelo filme de François Truffaut, mas que nunca tinha lido. Juntamente com obras como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, ou 1984, de George Orwell, a obra de Bradbury fixou em forma de distopia, uma certa leitura do estado civilizacional do Ocidente no século XX, e hoje, e provavelmente no futuro isso acentuar-se-á, percebe-se melhor o que foi a nossa democracia, a sua psicologia e a sua paranóia, lendo obras de ficção “científica” do que propriamente os manuais de história.
A obra de Bradbury é ainda uma admirável parábola sobre o fascismo cultural e o poder subversivo da literatura, criando um herói fascinante, Guy Montag, e, em Beatty, um vilão subtil e complexo.

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li o Fahrenheit 451 há uns meses e gostei mesmo muito. também já tinha gostado bastante do Brave New World e do 1984; distopias é comigo ehehe :)

a mim, faltava-me esta :)

Eu hoje não comento o Tim Burton, o Zambujo ou o Fahrenheit.
Apenas te quero deixar um abraço do tamanho do mundo!

muito obrigado João. abraço-te de volta

Miguel, que bom que voltaste. Um abraço enorme. Lídia

um grande abraço, minha querida Lídia. obrigado

cinema: muito pouco.
zambujo: estou a guardar para o meu aniversário, no TMJB, a 2out. eu sei, falta tanto tempo, mas é aqui em casa, ou quase, e eu ofereço-me coisas destas pelos anos. e é em férias.
o livro: li-o há uns anos, bem como os outros dois.
regressaste ao trabalho? à cultura, pelo menos. é bom manter a rotina, desanuvia. :)

c'est moi, margarida. enfim, des-registei-me e isto está lento.
(adoro a frase de confirmação: she loves him, aqui em baixo...)

sim, voltei logo ao trabalho e à piscina. helps me keep the sanity

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