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ganesha, segundo os chams
rosas
innersmile
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Durante cerca de mil anos, entre os séculos VII e XVIII, numa região que ía das portas de Hué, cidade imperial, até ao Delta do Mekong, existiu o Reino Champa, que trouxe a cultura hindu para o coração do budismo e do confucionismo. Pouco resta hoje em dia desse período: o povo Cham, um grupo étnico pouco numeroso com comunidades espalhadas pela Tailândia, Vietname e Cambodja (estima-se que os Kmer Rouge tenham dizimado perto de um quarto de milhão de chams). E algumas cidades, como a portuária Hoi An, por onde, no século XVI, andou o navegante e pirata António de Faria, personagem da Peregrinação (e, já agora, da canção do Fausto: “Aguenta António de Faria/ E a fidalguia/ Todo o massacre/ E todo o desconsolo.)”

A cidade de Indrapura foi, durante dois ou três séculos, a capital do Reino Champa, e ficava localizada perto da que é hoje a cidade de Danang, o terceiro porto mais importante do Vietname. A sul de Danang ficava uma das principais bases de aviação utilizadas pelos norte-americanos durante a guerra do Vietname (ou a guerra dos Estados Unidos, como dizem os vietnamitas), e a famosa, ou infame, praia conhecida por China Beach.

Junto ao rio Han, no coração de Danang, fica o Museu da Escultura Cham, que reune uma impressionante colecção de escultura champa, incluindo estátuas das divindades dio hinduismo. Foi da pequena loja do museu que trouxe esta pequena escultura de Ganesha, na reinterpretação que lhe deram os Chams.


(Danang, Vietname, março 2008)

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Continuas, e bem, a descrever a origem das peças de tua casa, com "história"...

são um pretexto, os objectos :)

Que pequena que eu sou ao pé do teu conhecimento!
Obrigada! Fico mais rica quando passo por aqui. Levo saber.
Deixo beijinhos
Madalena

não te deixes impressionar, Madalena. copio tudo da wikipedia :)

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