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oscars 2015
rosas
innersmile
Todos os anos decido que é desta que não vejo a cerimónia dos Oscars, mas depois em cima da hora não resisto a passar a madrugada a cabecear de sono e a comer toda a porcaria disponível apenas para me manter acordado. Desta vez com um requinte de crueldade: o gato não dorme enquanto eu estou na sala, de modo que o triste passou a madrugada com um olho aberto e outro fechado com o ar desesperado de ‘então? hoje não se dorme cá em casa?’

O empate aparente entre Birdman e The Great Budapest Hotel é significativo. O filme de Iñarritu é mais convencional, de modo que ganhou nas categorias principais; o de Wes Anderson é uma pequena obra-prima de ousadia narrativa e arrojo visual (em termos de Hollywood, of course), de modo que levou os prémios nas categorias técnicas. E digo que o empate é aparente porque, como se percebe, e para todos os efeitos, nomeadamente os financeiros, Birdman foi o grande vencedor.

Como não vi The Theory of Everything, só posso acreditar que a interpretação de Eddie Redmayne foi outstanding. Quanto às outras três, nada a dizer. JK Simmons e Patricia Arquette são excelentes actores com representações irrepreensíveis, e Julianne Moore está lá em cima, na categoria de Gods & Goddesses.

Os dois momentos da noite foram, no campo dos discursos de agradecimento, o de Graham Moore, que ganhou o Oscar para melhor argumento adaptado e aproveitou a ocasião para por os pontos no iis: se dependesse dele, The Imitation Game era assumidamente um filme sobre a discrimonação e a homofobia que vitimaram Alan Turing, e não um filme de guerra a servir de disfarce; e a parte do discurso de Patricia Arquette em que a actriz saca de um papel para reclamar igualdade de salários para as actrizes.

No tocante às variedades o melhor foi a homenagem a Sound of Music por ocasião dos 50 anos da sua estreia, com Lady Gaga a cantar um medley de canções do musical e a provar que sabe de facto cantar, e Julie Andrews a aparecer de surpresa para agradecer: “Thank you Lady Gaga for that wonderful performance”. É que foi mesmo!

Quanto ao Neil Patrick Harris, gostei mas achei que ele acusou o nervosismo da responsabilidade e da estreia. Algumas piadas perderam-se e outras foram um bocado para o fraco. E devia ter tido a presença de espírito para deixar cair o trocadilho acerca das bolas do vestido de uma das vencedoras do prémio para o melhor documentário em curta-metragem depois de um discurso que revelou um drama pessoal; é isso que também faz um bom ‘hoster’, estar atento ao que se passa em palco. Mas acredito que ele para o ano ele vai estar melhor.
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Também assisti! Com a vantagem de estar umas horas mais perto (ainda mais que saímos do horário de verão na madrugada anterior), não ter gato e ter cochilado gostoso durante a tarde. Ainda assim, hoje vai ser meui punk...

Gostei do discurso do meu xará, Eddie, visivelmente emocionado - apesar de já ter levado tudo que é prêmio este ano. Ainda não vi o filme, tá na lista. E ao contrário da maioria, até gostei dele em Jupiter Ascending - caricato como um bom vilão de quadrinhos.

O Graham achei que era "do time", mas preconceito meu. É que é difícil ver um h hétero defendendo as "estranhezas" (não apenas sexuais) assim. Gostei.

Gaga mandou muito bem!

Neil Patrick também foi ok. Mas com o Eddie Murphy ali disponível, deu uma vontadezinha de que trocassem...

Enfim - tenha uma boa tarde e noite, por aí!

cada vez mais traumática e difícil, essa experiência de tentar permanecer "minimamente" acordado até às cinco da manhã!

mas haverá alguma hipótese, por ínfima que seja, de o Graham Moore não ser do time? don't think so :)

Gaga foi do best, e calou todas essas invejosas que dizem que a Lady é uma tramp e não sabe cantar :)

não vi, dia de trabalho hoje. o oscar do Eddie foi mais que merecido, claro. grande papel (vi o filme). vi o clip da Gaga, grande, grande voz, provou que não precisa de fatos de carne para nada :p acho que o noivado lhe faz bem :D
leste a crítica do Público, acho que foi aí que li. a vitória do ruído sobre o silêncio, ou parecido. excelente.
pobre juju, ao que o sujeitas. precisa dormir muito, que é pequenino.

não li a critica do Público, mas ainda vou à procura dela, on line.

todos os anos, quando transfiro os dias de férias não gozados para o ano seguinte, pesquiso a data dos oscars e marco um dos dias de férias para a segunda-feira a seguir :)

a Lady está nobia? who is the lucky bastard? :)

De uma forma geral gostei.
O grande momento foi sem dúvida a Lady Gaga!
A apresentação esteve bem sem ser maravilhosa e até a aparição em cuecas não soube a "chungaria"...
Quanto a prémios, valorizo mais os técnicos do filme do Wes do que os importantes do "Bird".
Nas interpretações, três estavam antecipadamente atribuídas, as duas femininas e a de Eddie; a outra foi mais que merecida.
Grande momento com a canção vencedora, do filme "Selma".
O esperado prémio para o filme polaco "Ida".
E nos discursos, muito bem os dois que referes.
E Meryl é simplesmente genial, quer no entusiasmo ao discurso de Arquette quer na apresentação dos "desaparecidos", este anos tantos e tantos...
Para o ano há mais.

Só uma nota para dizer que vale a pena estar acordado pois este ano a SIC no dia seguinte, no seu resumo legendado em que muita gente procura estar atento, nem o momento da Gaga passou - uma vergonha!

eu todos os anos prometo a mim próprio que é a última vez, mas depois não resisto a ficar acordado noite fora. gostei dos comentários do João Lopes na Sic.

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